Eu não faço a menor ideia de como esperar você me querer. Porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais. Eu não queria ir embora e esperar o dia seguinte porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo, se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum equilíbrio Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos."
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
“Você ainda está aqui. Não fisicamente, mas aqui dentro de mim. Por que diabos você não vai embora? Não aguento mais isso. É torturante, devastador, dói demais. Você se foi, mas aqui ainda continuou tudo, as promessas não cumpridas, as palavras não ditas, as atitudes não pensadas, os momentos não vividos, o amor que nunca chegou a ser amor da sua parte. Falar pra esquecer isso tudo é inútil, eu não consigo nem tentando. Sabe o porquê? Porque isso sim é amor, não um sentimento maquiado que você inventou e me enganou. Às vezes sinto raiva de você, às vezes sinto raiva de mim por amar você. Só quero arrumar essa bagunça dentro de mim, vou enlouquecer! Mas como todos dizem “o tempo é o remédio pra tudo”, acredito neles. Mas se eles estiverem mentindo? Acreditei em você e você mentiu. Mas cá estou eu, esperando o tempo arrumar isso tudo, preencher o vazio cheio de lembranças que você deixou. Será que ainda vai demorar muito? Espero que não. Quero que com essa dose de tempo eu veja seu sorriso e não me sinta mais tão mexido, que eu escute sua voz e não me sinta mais tão arrepiado, que eu pare de te ver, sentir e ouvir em todos os lugares. Espero que esse amor desista logo de mim, pois já desisti dele faz tempo.”
sábado, 15 de dezembro de 2012
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem sequelas sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
"Eu duvido. Duvido que você não chame meu nome quando você sente falta de alguém, duvido que não sinta falta do meu carinho sempre tão sincero, falta de me contar como foi seu dia, as histórias da sua vida que sempre foram pra mim melhor do que qualquer novela. Duvido que você não me procure nas biscates que você pega por aí, sempre tão vazias. Vazias igual a sua liberdade idiota que nunca te serviu pra porra nenhuma. Talvez esse seja o nosso problema, eu sou completa demais pra sua vidinha mais ou menos. Eu sinto, eu penso, eu falo, eu te conheço, isso te assusta né? “Tô invadindo seu espaço? Desculpa.” Essa fui eu, durante todo esse tempo, me desculpando por que mesmo? Me diminui pra você ficar maior, pra você não me perceber entrando na sua vida. Se você pudesse sentir o quanto isso dói você quem iria se desculpar. Eu queria ligar pra você, e te falar sem pausas tudo que eu ensaio toda vez que você me magoa, mas nunca digo pra não te magoar, afinal você não me faz mal por mal, e talvez esse seja o pior mal que se possa fazer a alguém, tão natural. Bobagem, como se algum ensaio no mundo fosse me deixar firme depois do seu ‘alô’. Então é isso, tô te escrevendo. Sempre fui mais segura com as palavras. Tô te escrevendo pra talvez um dia te enviar, mas to escrevendo. E não é sobre você dessa vez, é sobre mim. Sobre o quanto eu sou boa, igual a mim tá difícil meu bem. Sobre como eu não preciso usar cinco centímetros de saia e um decote no umbigo pra ser mulher; Sobre como, ainda assim, só eu sei fazer de você um homem. Sobre muitas coisas, mas principalmente, sobre quantos homens eu poderia estar saindo nesse exato minuto. Não é com você, é comigo sabe? Por exemplo, EU te idealizo nesse momento como o melhor, não que você seja. Acho legal você brincar com a sorte, mas se eu fosse você não teria tanta certeza da minha posse assim. Talvez ninguém tenha te avisado ainda, então desculpa se eu vou te dar essa notícia sem te preparar antes, mas a porra do mundo não gira em torno do seu umbigo. Ficou chocado? Acontece. Só queria te dá um conselho, em nome da nossa amizade e meu carinho por você, tira uma mão da liberdade e segura um terço. Fica assim, agarrado nas duas coisas sabe? E reza, reza muito pra não aparecer ninguém que mexa comigo enquanto você fica brincando de não saber o que quer. Porque eu sou amor, e ainda que não seja o seu, essa é a minha essência. E você não deve acreditar muito nessa ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui, mas um dia eu vou, sempre foi assim. Mas deixa eu te contar um segredo: se eu for, eu não volto."
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
... E QUE VENHA DEZEMBRO...
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Esperança
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.”
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Eu ando tão carente. Necessitada de cafuné, abraço apertado, e sussurro ao pé do ouvido. Eu estou querendo encontrar alguém, numa esquina qualquer, que seja capaz de suprir todas as minhas necessidades, toda saudade que ainda há em meu peito, e toda dor que eu ainda sinto. Eu estou querendo alguém que seja capaz de me libertar de toda essa tristeza, alguém que me faça ver a vida de uma nova maneira, alguém que me prove que o amor verdadeiro ainda existe, e que ainda é possível ouvir um “eu te amo” sem receio de que aquela frase esteja sendo dita da boca pra fora.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
“Eu procuro a bondade onde ninguém vê, eu vejo o lado bom de cada situação ruim, eu procuro aprender com meus erros, tiro lições da dificuldade, busco crescer a cada degrau que consigo subir, faço dos erros um aviso, faço dos acontecimentos uma música e assim eu vivo, faço do sorriso a alegria e da vida eu procuro o amor. Não importa o quanto você recebe em troca, procure sempre apenas fazer sua parte, e então, nada das coisas que vive será em vão.”
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Porque quando eu fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias. É agora que quero dividir maças, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios.“Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?” Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados.
domingo, 4 de novembro de 2012
“Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz”
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Seja bem vindo novembro...
Então eu abro a porta, deixo novas coisas acontecerem, abro a janela e deixo o sol brilhar dentro de mim. Outubro foi bom, foi... Inventei coisas, fiz algo que surpreendi a mim mesma, estranho não é?
Aprendi em Outubro a falar, não guarde o que implora tanto para sair, mas fale, sem medo, com ousadia, acredite em você. Vai que esse alguém, essa coisa esteja esperando só um passo seu, eu tomei a iniciativa e nunca me senti tão feliz.
Mas que venha Novembro, quero novos ares, novas coisas, novos sorrisos, quero mais, quero tudo. Sei que sou uma menina sonhadora, e continuarei a ser, amo ver o brilho de um sorriso, amo inventar um mundo só meu, sou estranha, não sou apenas feliz, e romperei todos meus medos, porque agora aprendi que nunca devo desistir.
domingo, 28 de outubro de 2012
A vida é feita de fases. Todo mundo já teve aquela fase brega, a fase de idolatrar tanto algum cantor ou artista que chegara a ser quase uma versão não-famosa de tal pessoa, aquela fase quando você descobre que sair com os amigos em festas é tão legal quanto ficar jogando video-game ou ficar vidrado no computador. Todo mundo passou por várias etapas, até chegar onde chegara, pois não é assim que a vida funciona? A vida é sinônimo de evolução, a diferença é que algumas pessoas escolhem permanecer em certa fase por achar comodo ou porque tem medo de se expressar, por ter medo de algum julgamento, e isso é errado. A gente não deve se privar de novas experiências, quando você se priva de algo, você se limita, você deixa de conhecer novas sensações, novos lugares, novas pessoas. Por isso brinque, pule, beba, dance, de boas risadas, aproveite tudo que a vida possa te oferecer. Não deixe que a sociedade imponha conceitos sobre você, afinal, temos apenas essa vida, e não vale a pena desperdiça-la vivendo mentiras. Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante pra realizá-los. A despeito de todas as dificuldades e obstáculos, tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta, com toda disposição de tentar algo novo, de novo, e de novo, e quantas vezes forem preciso. Essa idade chama-se presente e tem a duração do instante que passa.
domingo, 7 de outubro de 2012
Frágil - Você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão postal, de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos, começa a passar.
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