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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tomara que a gente não desista de ser quem é, por nada nem ninguém deste mundo. Que reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades… Que mesmo quando estivermos doendo, não percamos nem o sonho, a idéia da alegria. Tomara que apesar dos apesares, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que fiquei todos esses anos sem te ver. Porque você me entedia e dai eu desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem água. E ainda assim, é a única sombra e água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo? Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do meu estômago sair pelos olhos. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Eu achei que estava bem. Que eu havia conseguido recuperar um pouco da minha força. Achei que podia levantar e continuar. Eu estava errada. Ainda estava fraca demais. Tanto que coisas bobas me machucaram. Tudo me atingia, tudo me feria, tudo me magoava. Eu ainda estava vulnerável. Mas como sempre, a mania de dizer que tudo estava bem foi a solução. Mentia todos os dias.Acharam que eu tinha superado. Eu gostei disso. De ver aqueles que amo felizes por mim. Mesmo que era uma felicidade baseada numa mentira. Eles não precisavam saber que era falso. Só eu sabia. Isso estava matando só a mim. Melhor assim. Não me importava comigo mesma, e pensando bem, ainda não me importo. Era fácil, sabe. Fingir que tinha sobrevivido. Fingir que, por dentro, eu não estava morta. Quem é que precisava saber que eu passava a noite chorando baixinho ? Quem precisava saber que estava doendo ? Quem precisava saber que eu estava desistindo ? Ninguém. E, sozinha novamente, eu fui lutando contra tudo que me fazia mal. Mas quanto mais eu lutava mais fraca eu ficava. Tudo bem, eu tentei, e o que vale é a intenção. Mas no final eu desisti. Era melhor pra mim. Desisti de mim mesma. Deixei as coisas como estavam. Resolvi aceitar que ia ser sempre assim. Aceitar que eu não ia ficar bem realmente. Aceitar que eu ia ter que continuar mentindo, pra deixar todos que eu amava felizes. Aceitar que eu nunca voltaria a ser como eu fui um dia. Resolvi aceitar que meu suicídio havia começado de dentro pra fora.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Semeie

“A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a ideia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.
Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes”


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014


Aos poucos eu percebi que se apaixonar é inevitável, e que as melhores provas de amor são as mais simples. Um dia percebemos que o comum não nos atrai, e que ser classificado como bonzinho não é bom. Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você. Um dia saberemos a importância da frase: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”. Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, e que não damos valor a isso! Que homem de verdade não é aquele que tem mil mulheres, mas aquele que consegue fazer uma única mulher feliz! Enfim… um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem de ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras!