“Sou aquele pedacinho de inocência que deixei no berço, sou aquela imaturidade que perdi na adolescência, sou aquelas insanidades que cometia quando não possuía responsabilidades, sou aquela doçura infantil que tornou-se amarga ao crescer… Sou aquela falta de senso, sou aquele ser que escutava tudo e sobre tudo perguntava, que hoje fecha-se em lábios calados… Sou a antiga pureza que foi profanada. Sou o mancebo que tanto cortejava, e que não se importava em receber nãos. Sou aquela esperança, hoje tão rala, que aos poucos, esvai-se do meu coração. Sou feita do amor daqueles que me tanto amaram nesta vida passageira, sou feita do afeto tão precioso dos meus escassos, porém dedicados amigos. Sou a princesinha que cansou de sonhar acordada com seu príncipe encantado, sou a donzela que largou a vida de rainha atrás de aventuras, sou a adulta que não suporta a idéia de velhice… Sou o que perdi.”
Mostrando postagens com marcador Fernando Pessoa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fernando Pessoa. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Deus costuma usar a solidão, para nos ensinar sobre a convivência. Às vezes, usa a raiva para que possamos compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono. Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaço, para que possamos compreender o valor do despertar. Outras vezes usa a doença, quando quer nos mostrar a importância da saúde. Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar a andar sobre a água. Às vezes, usa a terra, para que possamos compreender o valor do ar. Outras vezes usa a morte, quando quer nos mostrar a importância da vida.
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)





