domingo, 29 de abril de 2012


“Tentei, juro que tentei. Não pensar mais em ti, ou relembrar das ligações da madrugada. Tentei desistir de sonhar com o nosso antigo nós, pois é, tentei. Tentei não lembrar mais das nossas risadas ou das nossas tardes embaixo dos grossos pingos de chuva que faziam nossos beijos tornarem-se suaves. Tentei amenizar a dor da sua perda. Tentei esquece-te. Tentei. E falhei. Como já é de costume. Tentei não lembrar das tardes em que passávamos horas apenas deitados um em frente ao outro em nossa cama, nossa antiga cama. Tentei te esquecer. Tentei. Tentei não lembrar daquela sua mania de não dormir sem meias, tentei esquecer das noites em que dormia com a sua camiseta, que particularmente, ficava muito melhor em mim. Tentei apagar as lembranças das tardes ensolaradas ao seu lado. Tentei esquecer das tardes em que planejávamos nosso futuro. Tentei esquecer o nome dos nossos filhos. João Arthur e Sophie, lembra? Fora tão difícil chegarmos a uma única conclusão. Tentei esquecer as lembranças que me desfazem aos poucos, tentei. Juro, eu tentei apagar as lembranças das noites estreladas que passamos juntos, tentei. Tentei apagar as tardes em que passamos nos amando naquela antiga “nossa” cama, que hoje, apenas habita a mim. Tentei, tentei apagar as lembranças do dia em que você se fora, tentei, juro que tentei. Mas falhei, como sempre. Não consegui, como sempre acontece. Então, por que não desprendes de mim? Por que não deixas essa nostalgia ir-se embora? Por que não me deixa esquecer-te? Me deixa pelo menos tentar, deixa. Deixa pelo menos uma vez, depois você pode voltar a abtar meus pensamentos, mas me deixa, uma vez, por favor, somente uma vez, me deixa tentar.”

sábado, 28 de abril de 2012




No silêncio do meu quarto.
Eu conto sem medo, 
tudo aquilo que escondi durante o dia inteiro, 
pro meu amigo travesseiro.
Querido John.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Por favor, só não esquece que eu ainda lembro de você, que eu ainda tenho seu nome na minha agenda e em quase todas as folhas do meu caderno, que seu cheiro ainda está na minha blusa e que a aliança que eu me recusei a devolver está em um colar que sempre levo comigo. Eu faria tudo por você. Eu tenho medo de que acabe, mesmo que não tenha sobrado nada. […] Eu ainda penso em você antes de dormir. Não esquece de mim. Não esquece meu telefone, meu nome, meu endereço. Não larga o carinho em qualquer esquina e esqueça como tudo começou. Não esquece que eu não quero que você vá, mesmo que seja necessário. Você é parte de mim. Eu não guardo mágoa, só tem amor aqui dentro de mim. Amor e dor. Não esquece que eu ainda abriria a porta se você resolvesse voltar. Não esquece disso, porque o resto só depende de você.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Lembra de quando a gente conversava? Todo santo dia, eram horas seguidas e o assunto parecia inacabável. Você precisava de mim, e eu? Dependia de você pra respirar, se não for muito exagero. E por falar em exagero, a que ponto chegamos nós… Hoje somos perfeitos estranhos um para o outro, e para piorar, da ultima vez que conversamos preciso dizer que não te reconheci, e que facilmente te confundiria com uma pedra de gelo. As coisas mudaram, mais do que imaginava e bem mais do que eu gostaria. Onde será que encontro uma máquina do tempo? Ou melhor, onde será que encontro aquele que você costumava ser antes? Seja lá o que tenha acontecido, peço que tragam-me de volta.

quarta-feira, 11 de abril de 2012


Eu disse,
"Por favor, fique,
Dê ao nosso amor uma chance por um dia mais."
Nós poderíamos ter resolvido as coisas,
Dar tempo, é disso que se trata o amor...
Mas você enfiou uma flecha
Através dos meus sonhos,
Através do meu coração.
E estou de volta onde eu comecei, novamente,
Nunca pensei que isso acabaria...


domingo, 8 de abril de 2012

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?



Muito mais que os deliciosos chocolates, coelhinhos, ovos, a Páscoa celebra a Vida Nova, Ressurreição de Jesus Cristo para salvar dos pecados a humanidade.

Cristo nos deixou uma lição de amor para ser espalhada pelo mundo inteiro, independente de raça, religião ou classe social.

Que o coelhinho da Páscoa traga muito amor no coração, caridade, paz e compreensão.


Uma Páscoa iluminada



sexta-feira, 6 de abril de 2012


Por mais elegante, chique e bem comportada que uma mulher seja, ela vai se descabelar toda por causa de um vagabundo. É, ela vai descer do salto quando tiver ciúmes, vai chorar litros de lágrimas quando brigar com ele, vai dizer palavrões, coisas bizarras, mandá-lo para onde o sol não bate. É assim mesmo. Sempre irá haver uma sofisticada dama que morrerá de amores por um belo vagabundo.

~ A Dama e o Vagabundo


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Enquanto a chuva molha meu rosto ela esconde a minha lágrima que insiste em tocar o chão. Enquanto o frio toma o meu corpo eu aprendi sem a gramática que saudade não tem tradução. Eu preciso tanto de você, o seu amor é o que me faz crescer e conhece como a própria mão, cada medo do meu coração. Hoje pensei tanto em nós dois que não podia deixar pra depois e eu vim aqui só pra dizer que eu sou louco por você. Que eu sou louco por você.


~ Rosa de Saron

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente.

terça-feira, 6 de março de 2012



”Porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.” Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

"Cansei de tentar escrever pra ti, sobre ti. Com uma tentativa falível de tentar mudar nossa situação mal-resolvida, cansei. Eu já deveria ter caído na real á muito tempo, somos sem jeito mesmo. E agora, eu tenho toda a certeza de que nós nunca vamos realizar todos aqueles sonhos e desejos que tínhamos, nós nunca vamos realizar nossas promessas, sabe porque? Porque nunca fomos o suficiente. Eu nunca fui suficiente pra ti e nem você pra mim. Então, digo e repito com convicção: desisto. Dói em mim, tanto quanto em você, dizer-te tais palavras, mas é preciso. Porque uma hora a gente cansa de por fé em algo que sabemos que nunca irá dar certo. Então, me perdoe, eu não quero te magoar, e se já estou fazendo isso, desculpe-me, não é minha intenção. E sério, sério mesmo, não vamos fingir sermos o que realmente não somos. E nem com todos os remendos malfeitos que fazíamos pra tentar dar certo, bastaram para sermos. Não quero que ache que estou tentando por a culpa toda em ti. Nós erramos. Erramos quando acreditamos em nós. Éramos tão perdidos um no outro, que acabamos nos achando. E nos perdendo de novo e de novo, nos perdemos tanto que acabamos nunca mais nos encontrando. Mas entenda que não estou te deixando. Eu não quero te prender mais, quero que seja livre, seja feliz, mesmo que isso dependa da minha distância. Eu não consigo entender porque diabos fomos ser assim. Erramos no começo, meio e fim, e acreditamos que estávamos certos. Desculpe o palavrão, querido, mas que porra foi essa que nos tornamos? Porque não poderíamos por pelo menos uma vez, dar certo? Porque tudo tem de ser assim? Porque tivemos de ter esse nosso meio-fim? Porque tínhamos de ter esse desfrecho tão lamentável? Digo, somos de desistir fácil e partir pra outra, deve ter sido isso, não sei. Viu? Estou fugindo do foco, deixastes-me assim, sem foco. Me odeio por ainda te escrever tentando por um ponto final nessa nossa bagunça inconcordável. Se é que ela tem um ponto final, no qual já deve ter se transformado em reticências. Você me faz me odiar por ainda ir tirar conclusões contigo. Acho que te amo tanto que tô começando a te odiar. De verdade, não consigo e não sei mais como olhar em teus olhos, não sei mais como olhar o teu sorriso, porque lembro que um dia fui o motivo dele. Não desconto minha raiva incontrolável em ti, desconto nas palavras. Mas quer saber? Tu nunca deu o mesmo valor que eu atribui a ti. E cá entre nós, você acha coisa melhor. E, quando você sofrer novamente, não estarei lá. Não de novo. Digo com toda a certeza: desisto. Quero mesmo é esquecer de tua existência, do número da tua casa, da tua roupa preferida, do teu energético favorito, da música que lembra você, do filme que lembra o que éramos, de tudo. Tudo que me lembra você, que lembra nós. Quero conhecer gente nova, amar gente nova, me importa com gente nova, até que meu coração esteja todo preenchido de vazio e não reste nenhum espaço pra você. Para o teu amor. Para que quando falarem de teu nome, não me venha teu rosto em minha mente, para que quando me perguntarem o que aconteceu com aquele garoto que eu tanto falava, eu diga com um sorriso traiçoeiro “anda longe.” Mas eu vou lembrar de você, tenho certeza, e nos dias de inverno, eu reverei nossas fotos e escutarei nossa música, sem nenhuma dor ou saudade. Desculpe-me, mas não espero mais nenhuma atitude que venha de você. A única coisa que espero, é que fique engasgado com teu orgulho doentio e que ainda sinta minha falta. E que sofra o insuportável por não me ter nem sequer 1% mais. E que lamente todos os dias quando acordar e não ver nenhuma mensagem minha. Me desculpe, mesmo não devendo te pedir perdões. Até porque não estou fazendo nada de mais, estou fazendo o que é certo, correto, sensato. Indo embora, Te deixando com todas as explicações e justificativas possíveis para ir. Esse meu amor, por ti, continua. Mas vai morrendo aos poucos. E sem querer ir direto ao ponto, mas já indo: Eu te amo, só não te quero mais. "

Escrita dia 07/09/2011

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


Eu acho que poderíamos ter dado certo. Apesar das nossas diferenças, manias e exageros, nos dávamos bem. De uma forma ou de outra nos amávamos. Mas me disseram que só o amor nem sempre é suficiente — eu sei que não. Mas além de amantes, éramos amigos. Dizíamos que éramos amigos acima de tudo, e assim seria até o fim de nossas vidas. Mas não foi bem assim. Não soubemos lidar com a situação, não soubemos ser amigos e amantes ao mesmo tempo. Misturamos as coisas e nos machucamos duas vezes mais. Sabe, tudo poderia ter sido diferente. Poderíamos estar juntos e felizes. Nosso amor poderia ter superado as diferenças. Parece que não era pra ser, que nosso destino não era esse. Às vezes eu chego a pensar que foi erro nosso envolvimento. Sei lá, acho que se tivéssemos parado no primeiro beijo, nada disso estaria acontecendo. Não haveria corações partidos e nem mágoas. Mas nós fomos precipitados, acabamos com nossa amizade, com o carinho que sentíamos um pelo outro, com o amor que tínhamos, acabamos com tudo. Pra ser sincera, não espero de você mais que educação — e não espere mais que isso de mim. A ferida ainda não está cicatrizada. Ainda está aberta, sangrando, doendo. Mas eu acho que é melhor assim, você pra lá e eu pra cá. Podemos fingir que não nos conhecemos, que nunca houve nada entre nós. Pelo menos até essa ferida cicatrizar ou melhorar um pouco. Enfim, até que eu esteja pronta para olhar em seus olhos novamente. Confesso, eu me apaixonei. […]

sábado, 21 de janeiro de 2012

Dois meses


Que eu seja sempre a dona do seu abraço preferido, a dona da voz que você deseja escutar o tempo inteiro, a dona do seu cheiro predileto!

Comemorando os 2 meses de namoro apresento para vc amigos que acompanham meu blog, meu amado Wagner, que está me fazendo a pessoa mais feliz.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Esse ano foi marcado por muitas lágrimas, muitas decepções e muitas perdas.Mas o ano de 2011 foi marcado mesmo pra mim como aprendizagem, esse ano eu aprendi que só o amor de um não basta e que por mais que você ame alguém você deve deixá-la livre, e que isso dói muito, aprendi que as pessoas sempre vão te decepcionar mesmo as que você ama demais, aprendi que mesmo que você não queira as pessoas vão sair da sua vida sem ao menos te dar um adeus ou um motivo para isso ter acontecido, e o que as pessoas dizem que serão eternos hoje podem terminar no dia seguinte e que em 2012 eu possa colocar em práticas tudo que aprendi, porque palavras o vento leva.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Deus costuma usar a solidão, para nos ensinar sobre a convivência. Às vezes, usa a raiva para que possamos compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono. Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaço, para que possamos compreender o valor do despertar. Outras vezes usa a doença, quando quer nos mostrar a importância da saúde. Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar a andar sobre a água. Às vezes, usa a terra, para que possamos compreender o valor do ar. Outras vezes usa a morte, quando quer nos mostrar a importância da vida.

Fernando Pessoa


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


“Quero que você saiba que sempre será parte de mim. No tempo que passamos juntos, você conquistou um lugar especial no meu coração, que eu vou levar comigo para sempre e ninguém pode substituir… Mas, acima de tudo, você é o primeiro homem que amei verdadeiramente. E não importa o que o futuro traga, você sempre será, e sei que minha vida é melhor por causa disso.”

Dear John




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

E nem eu imaginava, que aquela brincadeira tonta fosse se transformar nesse sentimento tão forte, que de uma hora pra outra, acaba comigo..
Mas que ao mesmo tempo, me faz a pessoa mais feliz desse mundo.!


Um Mês 10/12!!!

Muitoo obrigado por me fazer viver de novo, sorrir. Te adoroo!!!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.

Caio Fernando de Abreu


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. 
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 
E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. 
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; 
porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. 
Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. 
Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. 
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.

Uma amor para Recorda