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sábado, 12 de maio de 2012


Olha, Zé, lê isso, escuta se conseguir e anota se precisar: eu te amo. Eu te amo com cada pedacinho que há em mim, com cada força que existe dentro de mim e com toda fraqueza também, porque, Zé, mesmo depois de todo esse tempo, você ainda me deixa com as pernas bambas, com a mão suando frio e com o coração acelerado. E sabe Zé, é porque te amo que vou te deixar partir. Eu sei que é o melhor para nós dois, mas eu só queria entender cada promessa que fizeste. Foram todas falsas? Porque, sabe, eu juro que vi suas lágrimas, juro que senti que era verdade. Mas os dias recentes foram tão estranhos,não é, Zé? Sei que você percebeu, essa semana que não nos falamos… É claro que o fim seria esse. Você tem medo de abraços, da união de corpos, de corações. E nossas almas chegaram a se encontrar. E você precisou ir. Acho que fomos além do que você aguentava. Entendo essa sua partida. Sinto saudades, aqui, quieta. Estou parada, sinto o azedo no fundo da garganta. Saiba: te quero, te espero.



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